
Patricia Pillar, que vive sua primeira vilá, a Flora de 'A favorita', diz que interpretá-la, com suas múltiplas facetas, está sendo um belo exercício.
— Não me divirto, literalmente, com o que ela faz. Ela é doente, é lógico que isso não é bom. Mas ela é quase um camaleão, tem um objetivo em relação a cada personagem da novela, e isso me obriga a interpretá-la de forma diferente em situações variadas. É um jogo que estou adorando — afirma Patricia.
Mas, afinal, Flora é o quê? Psicopata, bipolar? Tem dupla personalidade?
— Antes da novela começar, acho que o João (Emanuel Carneiro, autor da novela) chegou a usar o termo psicótica, não me lembro bem. Ela é doente, sim, mas não sabemos exatamente o que ela tem. Sei que inveja muito a Donatela (Claudia Raia), desde que o S. Pedro (Genézio de Barros) a adotou. A partir daí, Flora começou a ser ofuscada, em todos os sentidos. E isso gerou esse ódio todo, que a acompanha até hoje. Qualquer relação de amor frustrada que ela tem, seja com a filha, com o pai, com um homem, ela transforma em ódio — analisa a atriz.
O destino de Flora ainda é uma icógnita. Patricia acredita que ela terá um final trágico.
— O João é muito criativo, eu não sei o que ele pode fazer com ela. Mas imagino que será uma coisa bem trágica — especula.
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